Vale a pena a busca pela aceitação?

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Vale o desgaste de sair de si para obter aceitação de outros?

Entre as várias necessidades do ser humano, há uma que podemos considerar uma linha tênue: a aceitação. Em busca dela, por muitas vezes, chegamos a deixar de ser quem realmente somos para sermos o que determinado grupo ou pessoa específica – o qual você almeja se encaixar/ser aceito, quer que sejamos.

A nossa sociedade vive baseada em padrões, fazendo com que a gente se sinta excluído caso não nos encaixemos na maioria deles. Assim, por algumas vezes negamos um gosto; por outras, fingimos gostar. E é nessa incoerência constante com nós mesmos, que nos perdemos.

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por Nadia Wicker / Divulgação

O que há de errado em gostar de rock e forró ao mesmo tempo? O que há de errado em uma mulher só gostar de usar tênis e um homem preferir balé a jogar futebol? O que há de errado em amar o seu amigo(a), amar alguém do mesmo sexo, ser capaz de amar pessoas de ambos os sexos ou não amar ninguém? O que há de errado em não gostar de sair, ou ir a festas todo final de semana? O que há de errado em ser tímido ou expansivo? O que há de errado em se tatuar todo ou não querer se tatuar de jeito nenhum?

A resposta é: Não há nada de errado, desde que você não finja ser aquilo que você não é. Porque como diria Renato Russo, “mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”.

Se é para obtermos aceitação, que busquemos, a princípio a de nós mesmos, para que esta por parte de outros, seja apenas uma consequência. Sigamos, portanto, nos baseando no que Paulo Leminski afirma: “isso de querer ser aquilo que a gente é ainda vai nos levar além”. Então, que por meio do respeito a quem nós somos, consigamos caminhar ao (nosso) infinito, e além!

Fontes: Não tenha medo de ser você mesmo, A gente não precisa agradar ninguém, A difícil arte de ser o que se é

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