Primeiro telhado verde em shopping

Telhado Verde

Projeto telhado verde trabalha com o tripé da sustentabilidade: meio ambiente, economia e social

Em 2012 o Shopping Eldorado de São Paulo, implantou em sua superfície uma composteira, popularmente conhecida como ‘Telhado Verde’, para que os resíduos orgânicos gerados em sua praça de alimentação pudessem ter um destino mais adequado. Como sabemos, esses grandes centros comerciais produzem um grande número de resíduos orgânicos onde, na maioria das vezes, são encaminhados a aterros sanitários, que nem sempre é o mais sustentável.

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A quantidade de resíduos orgânicos produzidos por um Shopping center é extremamente alta, e esta iniciativa permite que o shopping produza em seu ‘Telhado Verde’, de aproximadamente 3 mil metros quadrados, diversos vegetais e hortaliças completamente livres de pesticidas, como por exemplo: cebola, tomate, berinjela, pimentão, gengibre, jiló, hortelã, salsinhas, além das plantas e da farmácia viva onde encontramos malva, bálsamo, sálvia, erva doce, alecrim, capim-cidreira, hortelã, carquejo, e poejo.

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O mais interessante é que essa produção pode ser usada nas cozinhas dos restaurantes ali instalados e também permite aos funcionários, em dia de colheita, levar algumas dessas delicias fresquinhas para casa.

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Com essa iniciativa o Shopping pode usar como fertilizante grande parte dos restos de mais de 10 mil refeições servidas todos os dias, são aproximadamente 14 toneladas ao mês e cerca de 400 quilos de lixo orgânico gerados diariamente.

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Sérgio Nagai, um dos idealizadores da iniciativa e superintendente do Shopping Eldorado, explica que o projeto surgiu para resolver um desafio. Eles enfrentavam dificuldades com a mistura entre os itens recolhidos na coleta seletiva e com os materiais orgânicos vindos da praça de alimentação no qual ocorria a contaminação, a partir dai a empresa deu início a um trabalho de coleta dos restos de alimentos que passaram a ser transformados em composto orgânico.Telhado Verde 07

“Atualmente, é processada uma tonelada de alimento por dia, que geram um composto de alta qualidade, muito nutritivo, que usamos nos plantios do nosso telhado verde” Sérgio Nagai

O projeto foi o vencedor da categoria ‘Grande Empresa’, da quinta edição do Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade, em parceria com a Fundação Dom Cabral.

“Já semeamos e colhemos 25 quilos de feijão, o que rendeu uma feijoada para 400 funcionários em 2013”, afirma Nagai.

Para que o projeto tivesse o resultado esperado, o primeiro passo foi mudar o sistema de funcionamento da praça de alimentação do shopping, ao invés do cliente levar sua bandeja até a lixeira despejando todas as sobras num só lugar, no Eldorado, o recolhimento das bandejas é tarefa dos funcionários da limpeza, que levam os dejetos até ilhas de separação, onde é feita uma primeira seleção do lixo orgânico e limpo. O orgânico segue para uma usina de compostagem também localizada no shopping, onde ele passará por um tratamento com a inclusão de duas enzimas que tiram seu odor, eliminam o chorume e ainda aceleram o processo de compostagem de 180 para apenas 7 dias.

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Fora os benefícios para com os alimentos, a sustentabilidade do projeto vai ainda além, a horta também ajuda a diminuir a temperatura interna do shopping, reduzindo o consumo de energia com ar-condicionado e o Telhado Verde ainda reutiliza os mais de 100 mil litros de água usada pelos motores dos equipamentos de climatização na rega das hortas e redireciona a água da chuva para os banheiros do shopping.

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“Todo empreendimento de grande porte deveria ter essa preocupação com a sustentabilidade. Além de envolver nossos funcionários, o projeto é bom por questões econômicas. Desde que fizemos o telhado verde, reduzimos nosso consumo de energia e também a quantidade de lixo que levamos para o aterro, o que também reduz nossos custos” conta Márcio Glasberg, gerente de Operações do shopping.

Hoje o shopping reaproveita cerca de 25%, de seus dejetos mensais, além dos alimentos e da redução no gasto de energia, o projeto reduz a emissão de carbono na atmosfera gerada pelo transporte do material até o aterro sanitário. Nagai diz que dentre todos os gastos com funcionários, maquinários e as enzimas o projeto custa cerca de 12mil reais por mês, mas ainda tem como objetivo final, reduzir a zero a quantidade de resíduos descartados em aterros sanitários até o ano de 2017.

Fonte: Archdaily, Shopping Eldorado

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