O que é o amor? uma perspectiva analítica por Brad Troeger

Fácil de se criar infinitas analogias, quase impossível de definir exatamente: uma tentativa de se conversar sobre este sentimento tão PODEROSO

Antes de mais nada, você já conhece o TED? Se não, TED é uma enorme conferência com o conceito “ideias que merecem ser disseminadas” E o TED-ED? Se não, O TED-ED é um braço do TED com o conceito de “lições que merecem ser compartilhadas” ambos incríveis trabalhos feitos por uma enorme quantidade de pessoas de diferentes áreas, o qual daremos uma olhada em apenas um dos trabalhos gerados, e analisar com carinho. Vamos lá! O amor é sentido de forma diferente para cada pessoa que o sente, mas essa emoção subjetiva tem diversas explicações. Brad Troeger tenta aqui expressar sua perspectiva:

O que é o amor?

loveO amor é um sinal que passa através de suas vias neurais? Um clichê? Um culto? O amor é fácil comparar, ou criar infinitas analogias, mas muito difícil de definir, talvez porque nós somos fundamentalmente tendenciosos; afinal tentamos definir quando estamos caídos de amor ou acabamos de sair dele.

onde ele fica em sua Tabela de Comparativos?

amor comparativo

Muitos dos dizerem são bem amplos – “O amor conquista tudo”, “É só o que você precisa”, “é tudo que existe” – no entanto são todas comparações, uma maneira de dizer que ele é mais importante do que algo ou tudo mais, mas será que é?  Mais importante que um abrigo, que saúde ? mas indiferentemente a resposta, estamos apenas colocando em um placar comparativo, classificando e não definindo, afinal é bem fácil cair no mérito de comparativos contrastantes para tentar explicar algo, mas não queremos cair nesta não é mesmo? O que acaba por nos levar ao próximo problema: “eu não estou pensando direito porque eu estou apaixonado”.

mergulhando-se profundamente no amor pode ser uma forma de saber sobre

loteria do amor

Definir o amor quando estamos mergulhados nele ou acabamos de sair do mesmo. Mas nessa hora caímos em uma perigosa armadilha, seria como se perguntássemos para o ganhador da loteria o valor do dinheiro, ou pedir para um cara que foge de ursos que o perseguem para definir um urso. Ou talvez se apaixonar e ganhar na loteria, (ou) um término e perseguição de ursos não tenha nada a ver com estes sentimentos. Se estamos nessa situação, talvez já não estejamos pensando direito, pois HA! Já estamos apaixonados(as)!

Potencialmente o pensamento mais intenso em toda a história humana

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O amor é potencialmente o pensamento mais complexo e obsessivo de toda nossa história, e apesar de todo esse tempo, ele ainda nos arrebata – chamado de sentimento, uma emoção mágica, um sentimento nunca sentido antes por alguém , mas os sentimentos são fluidos, uma base não muito concreta para uma definição, diga-se de passagem a escrita sobre os tempos modernos de Bauman. Para ilustrar ainda mais esse tópico, você consegue lembrar das vezes que odiou a pessoa a qual você amava? E ainda sentiu um mix de sentimentos relacionados ao amor em diferentes escalas com amigos, paqueras, relacionamentos longos, ficadas. Por exemplo sua relação com sua família, que acaba por  moldar sua relação com seu(s) parceiros(as).

uma série de comportamentos que associados com o sentimento

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Baseando-se nos comportamentos associados ao sentimento passamos por andar de mãos dadas, beijar, abraçar, demonstrar afeto em público, namorar, casar, ter filhos, ou apenas sexo. Mas todas essas ações demostradoras do sentimento podem ser bem subjetivas baseando-se na cultura que a pessoa está presente,  acreditando em casamentos monogâmicos ou poligâmicos e nem acreditando neles, talvez beijos sejam muito raros ou algo de início de relacionamento. Mas se amor é algo que podemos definir, como ele pode vir a significar o oposto na mente de diferentes pessoas?

Talvez o amor esteja só em sua cabeça

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Assim talvez este sentimento talvez esteja apenas em sua cabeça, um mistério pessoal percorrendo conexões cerebrais, ascendendo recompensas prazerosas e naturais no sistema nervoso, como algum vício temporário ou até permanente em relação a uma pessoa, como se ela fosse algum tipo de droga elaborada. Sem querer ser desmitificador do amor, não podemos deixar de lado a perspectiva de crescimento de vício pelo sentimento de prazer que respectiva pessoa te causa, e que com uso constante ele cresce até o ponto em que simplesmente perde o prazer ligado a isto e deixa de ser viciante ou até prazeroso, o que aconteceu? Desenvolveu-se um resistência ou se chegou em um limite? Como alguns casais permaneceriam ‘viciados’ a vida inteira?

ou seja Uma jogada biológica da natureza

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Seria então uma elaborada jogada biológica para garantir a perpetuação da raça humana e o repassar do DNA? Temos argumentos biológicos para todas as ações humanas relacionadas a procriação, desde nos exibirmos para potenciais parceiros(as) até como nos tratamos durante um relacionamento e como criamos nossos filhos. Então nesse princípio o sentimento que sentimos em nossa alma é apenas uma forma como a biologia fez para perpetuar a espécie, fomos selecionados para nos apaixonar por pessoas atraentes, assim como macacos se atrairiam por macacos atraentes e assim seguiria em frente. O amor seria só isso?

até um conceito artificial o qual convencemos uns aos outros para nos dar um sentido de propósito

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Ou até pior, seja algo construído, algum tipo de conceito artificial no qual convencemos uns aos outros a tentar viver seguindo-o para dar um sentido de propósito. Talvez até esteja certo, mas vamos ser mais específicos em analisar este ponto, pois amor é construído da realidade: nossas experiências, sentimentos, química cerebral, expectativas culturais, nossas vidas. E essas construções podem ser vistas por diferentes perspectivas – científica, emocional, histórica, espiritual, legal ou simplesmente pessoal.

O amor difere, e está sempre aberto para discussão

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Se duas pessoas não podem ser idênticas, também não se pode existir um amor igual, e é importante que os parceiros se abram para isto. O amor está sempre aberto para discussão, e uma relação envolve amores diferentes conectados, desta maneira é um processo de construção. Assim, se não podemos defini-lo, isto é um bom sinal! Significa que estamos todos ainda fazendo amor.

Agora que já lemos um pouco sobre, vimos um belo vídeo sobre o contexto, nos sobra afinal nos questionar:
  1. Como você explicaria o conceito de amor a alguém no ensino médio?
  2. Sem usar a palavra “sensação” ou “sentimentos”, como você pode definir o amor para si?
  3. Como você pode identificar que alguém te ama?
  4. Como você pode identificar que você ama alguém?

Parecia mais simples até aqui, mas nada fácil afinal não? Então vamos nos aprofundar:

Amor é uma palavra que facilmente contorcemos para caber em nossas próprias vontades e crenças. Se nós pudermos aprender a distinguir o amor da dependência emocional e colocar essa distinção em prática, então nós tornarmos a vida ainda melhor, não só para nós, mas para todos que encontramos. Um guia para fazer a distinção.

É comum dizer que os efeitos no cérebro  do amor são semelhante ao uso de drogas como o caso da cocaína. Aqui podemos entender melhor o que impulsiona o amor e por que nós simplesmente amamos estar amando.

Aqui está o vídeo de música clássica por Hadaway, What is love? Enquanto estamos no assunto, E se o amor vale a pena, quanto ele vale?

O estudioso Dr. Gary Chapman em seu casamento com  sua esposa Karolyn durante 45 anos, cheio de sucessos e fracassos, pode nos ensinar bastante em seu trabalho aqui.

Às vezes o amor dura a vida inteira. Nada melhor que uma história real de um casal que foi apaixonado por 58 anos (e eles não mostram sinais de parar).

Fonte: TED-ED

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