Escola em Portugal inova com outro modelo de educação

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Sim, é possível uma educação autônoma, livre e solidária

A educação inovadora precisa lidar mais com interrogações do que com certezas. É nisso que acredita o educador português José Pacheco. Há mais de 30 anos, Pacheco desenvolveu em Santo Tirso, município português, um projeto chamado Escola da Ponte que tem apresentado inovações e ótimos resultados.

Inserida no sistema público de ensino, a Escola da Ponte não adota séries ou ciclos. Lá, diversos estudantes das mais diferentes idades se organizam a partir de interesses comuns e desenvolvem projetos de pesquisa. Há também momentos de estudos individuais que posteriormente são compartilhados com os colegas. A partir desse modelo educacional, a escola estabelece um processo em que cada estudante descobre um conhecimento cada vez mais aprofundado de si próprio e desenvolve um relacionamento solidário com o mundo.

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Os professores, nesse modelo, não são meros transmissores de informações nem ficam isolados em salas de aula falando o tempo todo enquanto os alunos apenas escutam. Ao invés disso, os educadores os acompanham por meio de orientações acadêmicas e comportamentais, estimulando muitas vezes os próprios alunos a interagirem entre si e ensinarem os outros estudantes. Tais orientações são procuradas pelos próprios alunos, que também encontram em espaços educativos (não salas de aula), além dos educadores, ferramentas e soluções para seus projetos de pesquisa, como demonstra Pacheco no vídeo no final da matéria.

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Os estudantes escolhem ainda um tutor (que pode ser um funcionário da escola, um professor e até pais de alunos) para os acompanharem durante todo o processo pedagógico. Juntamente com o tutor, o aluno avalia seu processo de aprendizagem verificando se os objetivos foram alcançados e se os conteúdos foram assimilados.

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Em suma, todas atividades e metodologias da escola possuem como objetivo a formação de pessoas autônomas, responsáveis, solidárias e comprometidas com a construção coletiva e democrática de uma sociedade nobre e humana.

Quanto aos resultados, basta verificarmos que a Escola da Ponte, além de conquistar autonomia em relação à organização curricular e pedagógica do Ministério da Educação português, influenciou o Decreto de Lei 6/2001, de 18 de janeiro de 2001, sobre a Reorganização Escolar do Ensino Básico, que deu espaço a outros modelos de escolas públicas.

Fonte: Educação Integral

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