Casal usa Kombi para levar filmes a locais distantes

Kombi

Com uma Kombi usada e muita paixão pelo cinema, um casal resolveu promover a sétima arte fazendo exibições itinerantes de filmes.

Infelizmente, para uma boa parte dos brasileiros, ver filmes no cinema a é uma atividade bastante cara que não pode ser exercida com muita frequência. Para se ter uma ideia, um ingresso de cinema num fim de semana pode chegar a R$ 40,00. Com valores como este, moradores de periferia das grandes e pequenas cidades dificilmente poderiam ter acesso a este tipo de divertimento. Além disso, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo IBGE, apenas 10% dos municípios contam com sala de cinema. Trata-se de um número muito baixo que evidencia o distanciamento que a maioria dos brasileiros têm com as salas de cinema. Foi pensando na possibilidade de se democratizar a experiência com a sétima arte que surgiu o projeto Cinema na Kombi.

Kombi
Projeto Cinema na Kombi / Divulgação
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Projeto Cinema na Kombi / Divulgação

Luís Paiva, um dos idealizadores do projeto, relata que o Cinema na Kombi nasceu de uma atividade anterior, cujo objetivo era promover o cinema nas escolas. Com o tempo, surgiram novos desejos, como o de levar o cinema a lugares mais longínquos. Daí, os organizadores adquiriram uma kombi e os equipamentos portáteis necessários para fazer exibições itinerantes de filmes. Juntamente com parcerias e com quase nenhum suporte financeiro (boa parte do dinheiro que custeia o projeto vem da venda de camisetas customizadas), essas exibições se tornaram possíveis. De acordo com a página no Facebook “O Projeto Cinema na Kombi procura levar o melhor do cinema nacional às escolas e comunidades do Brasil mais distante e profundo.”

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Projeto Cinema na Kombi / Divulgação
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Projeto Cinema na Kombi / Divulgação

Atualmente, é muito comum ver Luís e a co-idealizadora do projeto, Kika da Silva, colocando os projetores, a tela e as caixas de som dentro da kombi (devidamente caracterizada para o projeto) e rumando para cidadezinhas como Cabreúva, para bairros afastados do centro de São Paulo, como Jardim Macedônia, e até para comunidades do litoral norte do estado. Os dois se revezam no transporte, na montagem dos equipamentos e na exibição dos filmes. Estes são, em sua maioria, produções nacionais como “O Jeca e A Égua Milagrosa”, do lendário artista Mazzaropi, “Cine Holliúdi”, de Halder Gomes, “Lisbela e O Prisioneiro”, de Guel Arraes, “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert, entre outros filmes que compõem e marcam a cinematografia nacional. Uma vez que chegam na localidade destinada para a exibição, montam os equipamentos num local adequado à visão da maior quantidade possível de pessoas e promovem a sessão mais que especial. Trata-se do cinema alcançando novos olhares em lugares cada vez mais distantes.

Fonte: Jornal Extra

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